Quantos?

Quantas pessoas você abraçou hoje ou por quantas pessoas você se permitiu ser abraçado?
E eu não estou falando apenas do abraço físico, aquele que confortamos alguém em nossos braços, ou somos confortados. Eu falo daquele “bom dia” que deixamos de dar ou de responder, por birra, por ego ou por querer se mostrar superior. Falo daquele desabafo oposto, que ouvimos enquanto a nossa mente vaga por aí. Falo do “Como foi seu dia?” que esquecemos de perguntar para a pessoa que mora conosco ou para a pessoa que está distante.
Eu falo das lembranças momentâneas, das vezes que nos lembramos de alguém que amamos, mas não o contatamos por medo do sentimento, por medo do olhar, por medo de sentir amor, por receio de se envolver e ser presente, e assim deixamos para depois. Falo da falta de tempo que inventamos, enquanto gastamos a nossa hora de almoço na companhia do nosso celular. Falo das tantas outras falhas e dos contatos que deixamos de contatar e de tocar.
Quantos abraços você recebeu hoje? E mais importante que isso, quantos abraços você deu hoje?
Não precisa ser de humanas para saber que mais vale o calor humano do que uma conta cheia de seguidores frios.
Não abrace as lembranças e saudades, abrace as pessoas, de todas as maneiras e modos possíveis.

Por -KB (@cgratidao)

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